terça-feira, março 28, 2006

Tomo Divino I

Felizes são aqueles que se dispõem a ser conforme a abundante Vida.
Estes que se permitem contemplar o Sempiterno.

Os que tomam as rédeas do futuro, no ímpeto das Bem-Aventuranças
Que se lançam ao Mar com próprio fôlego de suas vidas
Para resgatar o que há de mais precioso!

Aquilo que Foi, que É e que continua sendo
O pilar de toda a condição humana, de toda a nossa constituição

O Insondável!

O que prescuta e perpassa ao mesmo tempo, toda a existência
Permanecendo assim constante, diante de todas as Épocas
Diante de todas as inquietudes, de todas as gritas de gerações.

O Sagrado!

O que rege o coração de quem adora, do néscio de letras ao clérigo
Enlevando o interior do homem ao Altar em Fogo Abrasador

O Eterno Amor!


Alfredo Jordy (índice de posts de João)

segunda-feira, março 27, 2006

Capitalistas

Pela minha revolta pelo governo e outras cosias, coloco essa letra q virou até posteriormente música da minha antiga banda, ficou um bom hardcore, hehehehe:

A humidade capitalista
capitalista individualista
movidos pelo prazer
capazes de se vender

Cômodos e cegos
fiéis só aos interesses
sem esperança
só com amargas lembranças

Somos capitalistas
completamente individualistas
temos q explorar
pra podermos nos sustentar

Mentiras ocultadas
e verdades manipulas
nesse mundo doente
acordei derrepente e vi

Todos capitalistas
mas não tão egoístas
temos a amizade comprada
e a felicidade frustrada

Pense a população
sem etinia ou religião
e agora nós egoístas
indo pra nossa destruição

Vidas tão humanas
e por isso tão erradas
gente sofrida, maltratada

Agora resta lutar
pra poder vencer
e ter o q sonhar
pra poder sobreviver

já evoluimos muito
mas não sei nem dizer
o q é isso q sinto por vc
Não sei explicar!

José Augusto Sapienza Ramos (índice de posts de José)

Se quiserem ouvir a música: http://images.bandalynx.multiply.com/song/1/4/full/U2FsdGVkX1,EhJ24CeApACnG0uZSyUBPiQA2,GvdiwiL89uibU03.w==/Lynx%20-%20Capitalistas.mp3
Se quiserem ouvir outras músicas:
http://bandalynx.multiply.com
As gravações são boas, mas não são profissionais!

Apenas homem

Tu não és moinho
Muito menos fortaleza,
és apenas um homem
e um homem deves ser

Nunca confortes-te no destino
E admitas, tu tens fraquesas
sejas apenas o que és, homem
E existas, não temas em perder

Não és plural, apenas singular
Sejas tu mesmo, isso é nobreza
Nem certo ou errado, só homem
Deixes fluir em ti e sigas a pecorrer

Sem seres normal, apenas singular
Explores a ti mesmo e vejas tua grandeza
Descubras assim seu valor, homem
Deixes sentir, sendo bem ou mal, mas sendo você

José Augusto Sapienza Ramos (índice de posts de José)

O Cício Caído

O Cício suave de outrora
Já não espalha mais a seda
Não eleva mais a trama
Não alcança o eterno

Os pés agora se firmam
Se estabelecem sobre o que era terno
O que de antemão reluzia
Recrudesceu, amuou-se

Da varanda contemplo a derrocada
O platô já não se eleva
Para onde foi a ternura?
Aonde está a doçura da fera?

Já não falta mais nada
Àquela claridade se foi
Deixou intensidade, virou brandura
A pena é pesada, farta

Só agora entendo o motivo
É que a corte não é rasa
Deve ser profunda e intensa
Assoprar e ventar forte.

Alfredo Jordy (índice de posts de João)

domingo, março 26, 2006

Reflexão Esporádica

A Reciprociade, alheia ao óbvio
É que contagia a imensa maioria
dos desocupados na madrugada.
Aturdindo assim a grande incongruência do ócio,
reflexo paradoxal de tudo!

Do esforço necessário à chegada
E quanto mais à saída!
A mais proeminente de todas as intrigas!
Que esta Celeuma alcance o Ápice de ser
Assim propagando a existência do haver

Haver de ser congruente, coerente
No mais, latente ao movimento pensante
Andante que pulsa ao "ser" no seu nimbo
No período adjascente ao seu lugar
O jogo etéreo destas flechas

Destas que riscam o céu do pensante
Fixando o entendimento por boa parte do eu
Nesta capciosa redenção do vivente
Palavras! São somente elas ao vento...
Que ocupam a percepção de um momento

O que refaz todo o sentido do início
Isto sim, é o que reflete todo o meio
Por toda maneira inerente ao raciocínio
Este emaranhado de cacos poéticos,
De lutas frenéticas da mente do pobre mortal

Intitulam todo o esforço da atenção
Desta Reflexão Esporádica
Em torno do labor de escriba
Que haja surdina para isso!
Até onde iremos com isso?

Alfredo Jordy (índice de posts de João)

Carta ao Poeta

Não queiras que eu seja aqui mais um escritor.
Ao menos me veja como um espelho.
Siga linha por linha, não como poesia,
mas como mini-manual de um poeta.
No qual aprenderá a lidar com as suas "teclas".

Não espere que se ligue de manhã, eletrizado.
Pronto para bater as teclas como um martelo.
Já que um poeta só funciona 2,453% do tempo,
os outros 97,547% não trabalha, lubrifica-se,
numa inatividade angustiante.

Negue-se quando seus pensamentos se voltarem
para a inevitável descoberta de que poesia pode ser besteira.
Afinal, dos alienados você não será o único,
é um defeito de fábrica de ser humano.

Enfie-se profundamente no quarto quando for escrever
e só saia quando finalmente tiver posto tudo no papel,
ou no computador,
ou na memória,
também serve a mente de alguém (ou ouvidos, boca, corpo etc...)
quando a fome bater,
o dinheiro acabar,
quando finalmente desistir
devido a inquietude quase sempre improdutiva de poetar.

Depois do funcionamento, você irá rever a produção,
e descobrir que infelizmente nem tudo é perfeição.
Se tiver disposto, as de tédio vão ao lixo.
Devido a paixões, as incrédulas serão todas reformularas.
Ou se não correspondido, as de paixões, queimadas.
Se com ânimo, nacionalistas e mais exaltadas postas para cima.
Se revolucionário, os manifestos serão relidos e homenageados.
Afinal antes de poeta você é gente,
tem direito de matar e alimentar seus sonhos e os que estão a sua volta.

Porém haverá momentos em que sua cabeça enrolará,
por falta de uma rima, ou de musa, ou de fuça.
É um defeito que ocorre a cada dezena de palavras escritas
e que é de difícil solução. Posto que por momentos é máquina
que se iludiu a fazer versos e sentimentos, poeta.
Não existe maneira certa de conserto para essa trava.
Aconselha-se a insistir.
Um copo de bebida vai bem.
Uma consulta aos amados e amadas mais ainda.
Narcóticos de vez em quando...
Um sentimento esquecido também.
Afinal você é gente poeta,
tem o direito de se iludir ou de copiar a vida dos alheios.

Mas se tudo falhar, poeta, lembre-se que nem tudo está perdido,
mas sua poesia pode está perdida,
o seu tempo perdido,
seu humor (amor) perdido,
seu dia todo pro lixo,
seus desejos afundados,
suas memórias esquecidas,
seu orgulho triturado,
a vergonha de escrever, voltar.
E você descobrir como não presta vida de poeta,
já que se perde o tempo a falar coisas que não valem a pena.
Mas afinal poeta, falar da vida é preciso, viver, não é preciso.
Já disse um poeta na rendição de sua vida.

Mas se der aquela vontade de voltar a poetar, sem problemas,
seu equipamento já está funcionando sem parar!
Entre no seu canto escuro, ligue sua vela,
pegue seu papel, ou recomece donde parou.
Pois ainda há poesias que precisam ser escritas,
são poucas, eu sei, mais existem.
Se estiver com sorte poderá pegá-las.
Mas vá ao fundo do poço com moderação,
na mesma dosagem em que sobe aos céus.
Pois poderá existir uma amada, enciumada,
por mais uma poesia que não era pra ela,
se vira e desiste desse amado poeta.
Lembre-se que mais uma poesia deveria ser escrita para ela, poeta!
Afinal, faz parte do pacote, do que adianta poesia, sem ter quem as leia?

Marcos Vinicius Policarpo Côrtes (índice de posts do Marcos Côrtes)

começando...

Vamos começar, o que esperar nessa busca incessante pelo que nunca existe?

sábado, março 25, 2006

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