Quarta-feira, Novembro 29, 2006

À Trovadora Fria


Foram-se os sonhos de um vento de morte!
Aviva-te em mim, ‘sperança nobre!
Neste jovem efervescente coração: forte
Que tanto resistiu aos ataques de tropa hostil...


Resistiu vitorioso em inefável ‘sperança nobre!


Pago em moeda de cobre
Foi o tostão merecido à miséria branca
Das páginas de dor d’um negro breviário:
O sangue, apenas, e centenas de pequenas solidões na franca
Alvura do Nada é que vingaram nos papéis tal qual calvário:


Na dor vingada em prosa antiga, que se desdobre


A nova ira de liras famintas
Diante guitarras d’um curso cigano!
O passado ancestral virtua-se vivo em tintas
Rubras nas faces de dançarinas morenas: o engano,
O devir imprevisto ao furor da cantata, faz com que te sintas
Oh! Meu coração, aturdido
Aos movimentos da ‘strada perdido!

E neste erro, todo horizonte mouro é infinito!
E no desterro que da dor deixou o peito aflito,
Segue o bardo ao jovem raio louro do dia:


Tardia, calou-se Trovadora Fria
Que sorria: “Renuncia”!


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Imagem: www.deviantart.com/print/300752/

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