
Rê,
Amar-te, rêamar,
rearmar,
no rêmar contra,
Para se render!
Re-amor não tem fim
Pois no dia que houver,
Só não recomeçou...
Voltado para a livre divulgação poética, originalmente por João A. Jordy, Marcos Côrtes, José A. Sapienza e contando a cada dia com "sangue novo" dentre os escribas! Aqui não há pretensões, somente contemplação. Sirva-se de nossos textos e reflita conosco!
Augusto Sapienza (índice de posts de Augusto)
Foto: Itacoatiara - Niterói - RJ
Espiei curioso pelas duas janelas da face
Dentro da frágil casa de carne, ossos e já poucas vísceras
E assim vi um ego formoso de terno fino a mesa
Brindando com um tal de "Sr. Sucesso Moderno"
Levantando uma taça de sorriso tinto barato, escarrado...
O tim-tim das taças rimavam com gemidos do quarto escuro do ser
Onde a alma se prostituía fervorosa com a insanidade,
Produzindo sons que seduziam até o celibato do racional
Ao lado e em pé vi uma mulher frágil, esquecida e suja
Vagava pela casa com um olhar tenso, vazio e preocupado...
Era a identidade, estava cheia de "se" e vazia de si,
Poderia ver-se num espelho que não reconheceria a si própria...
Queria encontrar a si apenas se fosse num lugar fora dela
Por fim percebi algo passando rápido e rasteiro,
Era a mente, que parecia estar com disenteria
Corria despejando fezes midificadas pela a casa...
(suspiro)
Isso tudo apenas com o rosto de frente para um espelho
Num mais um dia qualquer desses por aí...
Não é à toa que a auto-crítica é a mais odiada pela casa,
Nessa casa composta apenas de um cômodo... Eu, acomodado...
Meu amigo Alexandre me mandou esse "e-mail protesto" e eu quero compartilhar aqui, mesmo fugindo um pouco do propósito desse blog. Não me sinto bem no silêncio nessas situações: Alexandre Giannini Então eu (Augusto) me coloco: E aí cidadão? Vai fazer um minuto e silêncio??? Nesse minuto acontecerá outros crimes e outros motivos de minutos, ou horas, de silêncio, até que viveremos a eternidade na mudez... Que não está distânte da realidade da maioria da população, uma vida de silêncio e omissão... |
Vi Ana
Frente ao mar
E desejei
Ana e o mar
Ana'mar
Amar Ana
Na cama,
Meu lar,
No doce da cana
Estavam lá,
Ana e o mar...
Mas só tive dela
O frio das costas,
O calor do seu olhar
Queria apenas fitar
O mar,
Osmar...
Então percebi
Que não era
Ana e mar
Sempre meu
Desejo foi:
Mar e Ana,
Mareana,
Fêmeo de "o mar",
Amar a
Mariana...
Liguei a tv, olhei a cena...
Fechei os olhos
Fiquei a ouvir
Quis desligar
Pensei contestar
Preferi acreditar
Liguei o rádio, ouvi a canção
Levantei de impulso
Desviei a impressão
Quis cantar uma nota
Talvez duas até
Preferi o silêncio
Abri a porta, vi a rua adiante
Caminhei um passo
Não olhei pra trás
Quis seguir sem destino
Por uma hora ou mais
Preferi acordar
Zaira Brilhante (índice de posts dos outros contribuidores)
Convido todos vocês a lerem a Re-Vista, uma revista virtual quinzenal com matérias sobre filmes, peças, eventos, entrevistas e cultura em geral. Acessem: www.re-vista.info
A mulher, ou talvez ainda menina, agora é frágil
Está no meio de sua sala construída a mão medrosa
Encontra-se num sofá que conforta-se nela, adormece dela mesma...
Seus pés teimam em fugir do taco frio como quem corre do calor já distante!
Usa alguns comprimidos, talvez pela semelhança, está comprimida...
Cataliza-se na cadeia das horas, na (de)cadência do ponteiro
E atônica observa o vaso e sua flor vermelha-morta sobre a mesa
Está a chorar, chora cada um dessas três letras - não - que não cabem ao coração
Pois as outras três - sim - não existiram para lhe entregar a felicidade
Então ela insiste em cerrar todas as janelas para o horizonte
Esquecendo que a porta nunca lhe será segura,
Pois o acaso é abusado, tem a chave!
E quando ela percebe, alguém invadiu, se instaurou!
E grita, tem medo, mas a força que tem o seu grito de expulsar
Vem da vontade que essa pessoa fique alí, ao seu lado!
Como é cômica natureza da sala, ela mudou de propósito,
Antes era para ninguém entrar
Agora é para uma pessoa, apenas uma, não sair...
Mas como tudo na vida, inclusive ela mesma, termina,
Logo a pessoa se vai pela mesma porta que entrou!
E suas lágrimas se juntam na sua aceitação do fim
Assim a sala foi destruída e, a não mais menina, a mulher se foi...
Agora anda por aí, pelas ruelas das dúvidas, pelas anti-vias da vida
Entende que a sala não lhe protegia, não lhe serve,
Não prendia ninguém a ela, só ela mesma...
E quando dois destinos quiserem se cruzar
Dão-se as mãos e andam no mesmo sentido
E quando for o dia, largam-se, bifurcam-se por aí...
E no fim ela saiu da sua sala de estar
Para o grande quarto da vida, de viver
A vida sempre dá novas oportunidades àqueles que vivem e amam de verdade, novos amores, novas amizades mais fortes e sinceras do que aquelas nascidas do interesse e alimentadas com falsidade. Se tu, neste momento te angustias e sofres por aqueles a teu lado não respeitarem o quanto sabes, tenhas vivido ou estudado, e se reúnam, precipitados, para replicar tudo o que fazes ou dizes, sem refletir o quanto sabes e tens experimentado...Deixa que o infortúnio os ensine...Pois num tempo em que só os efeitos são notados, e a mímica da verdade é a panacéia dos tolos de hoje em dia, não podes esperar ser por eles compreendido e amado, e sim, amá-los em sua desarmonia, sabendo que a natureza não conhece fracassos e a noite traz em si a luz do dia. Por isto, não deixa que o ódio guie teus passos, transforma em esperança cada dia, ama à humanidade e em Deus confia!
Alexandre Giannini (índice de posts dos outros contribuidores)